
A greve dos funcionários da Santa Casa de Goioerê não poderá atingir a totalidade dos trabalhadores, conforme decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região (TRT-PR). No último sábado (22), a pedido da administração do hospital, o desembargador Adilson Luiz Funez concedeu uma liminar determinando que o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Campo Mourão e Região garanta a manutenção de 90% do quadro de funcionários nos setores críticos, como UTI, pediatria e pronto-socorro/pronto-atendimento, além de 50% nas demais atividades. Em caso de descumprimento, será aplicada uma multa de R$ 20 mil por dia, podendo ser aumentada em caso de reincidência.
A paralisação teve início no domingo (23) e segue por tempo indeterminado.
Os trabalhadores deflagraram a greve devido ao atraso no pagamento dos salários de fevereiro. Já a Santa Casa alega que a situação ocorreu porque o município não realizou os repasses financeiros ao hospital durante o mês de fevereiro de 2025.
Diante da paralisação em um serviço essencial, o vice-presidente do TRT-PR, desembargador Marco Antônio Vianna Mansur, agendou para esta quarta-feira, 26 de março, às 14h, uma audiência de conciliação para buscar uma solução para o impasse. O município de Goioerê também deverá enviar um representante à sessão, que será transmitida pelo canal do TRT-PR no YouTube.
A Santa Casa de Goioerê presta atendimento tanto à população local quanto a pacientes de municípios vizinhos, incluindo Moreira Sales, Mariluz, Boa Esperança, Rancho Alegre d'Oeste, Juranda, Ubiratã, Quarto Centenário e Janiópolis. A grande maioria dos atendimentos ocorre por meio do convênio com o Sistema Único de Saúde (SUS), segundo informações da instituição.
(Assessoria de Comunicação TRT-PR)